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sexta-feira, 18 de abril de 2008

DA SÉRIE: PERSONALIDADES DE PALMEIRA

SEBASTIÃO JACINTO DA SILVA

Nasceu na rua de São João em Palmeira dos Índios, no dia 23 de outubro de 1933. Filho de Joana Pais da Silva, dona Joaninha.
Adolescente começou a cantar emboladas e forró, imitando Jackson do Pandeiro, de quem explorou o repertório e estética.
Em 1963 gravou o seu primeiro disco intitulado Ritmo Explosivo. Sua primeira apresentação pública foi na década de 50, no auditório da velha Rádio Difusora em Maceió, no programa da saudosa Odete Pacheco, onde foi batizado o com o nome artístico de Jacinto Silva.

Foi residir em Caruaru no dia 30 de agosto de 1958, onde trabalhava como fabricante de mosaicos. Vinha de Palmeira com um casamento desfeito e conheceu dona Lieta, que costurava e acabaram se casando.
Gravou de 1962 a 2000, desse período conseguimos coletar cerca de 20 obras.


Numa fase em que ficou desempregado, acabou costurando também e se tornando exímio alfaiate.
Ganhou fama ao conquistar o prêmio Sharp, com o disco: “Fome dá dor de cabeça”. Era considerado um mestre em emboladas, forró, coco de roda. Seus maiores sucessos foram: “O Bate manca” ,“ Chora Bananeira”, “ Rua de São João” “ Aquela Rosa “ ,“ Carreiro Novo”, “ Coco na Paraíba “ ,“ Sabiá da Mata”, “ Quero fumar mais Tonha”.

Especializou-s em coco de roda sendo elogiado pelo saudoso Rei do Baião Luiz Gonzaga e pela crítica musical. Participou em 1988, juntamente com banda de Pífanos de Caruaru, e outros artistas pernambucanos do Projeto; “O Vôo do Forró”, com uma série de apresentações na Europa, principalmente na França e Alemanha, onde gravou um CD de nome: Caruaru Capital do Forró, com duas músicas sua: “Só Mulher é quem faz o Homem sofrer”, “Em nome do Sol”.
De sua obra musical constam os discos: Ritmo Explosivo, Só era eu, Gírias do Norte, Eu chego lá, Confusão no Galinheiro, Festival de Verão, Jogo do Amor, Agora tu pega e Vira, Jacinto Silva, Vestido de Maroca, Mocotó com Catuaba, Vire quem tem Forró, Desafio, O que pé meu, é teu, Saudade de Alagoas, Além da presença quase constante na série “Pau de Sebo” da CBS.

A sua música: Gíria do Norte tem versão em japonês.
Um fato inusitado gerou o boato de que ele morrera a míngua em Caruaru, desmentido por sua família.
Ocorre que ao saber da sua morte, a Prefeitura de Caruaru resolveu homenageá-lo doando um jazigo no cemitério para que ele fosse enterrado. Só que quando a família foi verificar, tratava-se do local destinado ao sepultamento de indigentes.
Indignados os familiares recusaram a “homenagem” oficial de Caruaru e pagou do próprio bolso o túmulo do cantador alagoano.
O problema foi superado depois, com pedido de desculpas por parte da Prefeitura, mas o boato já se espalhara.
Faleceu as 17h e 10min do dia 19.02.2001 aos 67 anos, vítima de cirrose
Só a título de informação, entro agora para afirmar, que Jacinto Silva foi casado com uma sobrinha de minha avó, chamada Marina (falecida em São Caetano do Sul, São Paulo), e cujo uma das filhas, reside na rua Marujo Ferreira de Castro, aqui em Palmeira e se chama Sônia.

NOTÍCIA DE JORNAL PERNAMBUCANO
fonte: www2.uol.com.br/JC/_2001


O cantor e compositor Jacinto Silva morreu, ontem, aos 68 anos, por volta das 17h15, em Caruaru. O coquista e forrozeiro era hipertenso, diabético e tinha câncer no fígado, diagnosticado há quatro anos. O estado de saúde do artista agravou-se desde outubro, levando-o a cancelar alguns shows que faria com Silvério Pessoa (ex-vocalista do Cascabulho), o maior divulgador de sua obra.
“Conheci pessoalmente Jacinto Silva quando formei o Cascabulho, há seis anos, por intermédio de um compadre, Zé Manuel. Tínhamos uma relação de pai para filho”, conta, emocionado, Silvério Pessoa, que acompanhou de perto o sofrimento do músico caruaruense. “Quando deixei a banda, já tinha pronto o discurso e a idéia para o disco Bate o Mancá, graças a ele. Infelizmente, Jacinto morreu sem poder ouvir o disco pronto. Ele dividiu comigo a direção artística, cantou e emprestou o repertório para o CD e participou de diversos shows do Bate o Mancá. Quando estive em Caruaru no sábado, ele já estava em coma, respirando por aparelhos.”
O corpo de Jacinto Silva será enterrado hoje, à tarde, em Caruaru.
HERANÇA – Nascido em Palmeira dos Índios, Alagoas, Jacinto Silva ainda conseguiu lançar seu último disco Só Não Dança Quem Não Quer. Gravado há três anos para a Paradoxx, o CD ficou engavetado, até que o produtor Ze da Flauta, do selo Mangroove, o lançou, com uma tiragem de mil cópias. O cantor e compositor, no entanto, nada recebeu de direitos autorais, de acordo com familiares.
Foram anos de ostracismo, até que Jacinto Silva fosse redescoberto por Silvério Pessoa.
Ele começou a gravar, em 1959, na extinta Rozemblit, pela qual lançou seus primeiros sucessos, Chora Bananeira e Aquela Rosa.
O auge de sua carreira, porém, foi na CBS (atual Sony Music) onde gravou de 1963 a 1973.
Com Jacinto Silva desaparece também um dos últimos intérpretes de um estilo criado por Jackson do Pandeiro.

ENTREVISTA DE JACINTO SILVA
Jacinto Silva Forrozeiro volta ao disco virado na gota serena
fonte: Jornal do Commercio - Recife, 01 de outubro de 1998

O alagoano Jacinto Silva é um dos últimos nomes, ainda na ativa, de uma estirpe de forrozeiros, da qual Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga foram os nomes mais famosos e influentes.
Nos anos 60, ele fazia parte do elenco de forrozeiros da CBS, que vendia aos montes LPs da série Pau-de-Sebo, coletânea muito popular que agrupava, entre outros, Messias Holanda, Marinêz e sua Gente, Abdias, Messias Holanda, Elino Julião, Coroné Ludugero, Trio Nordestino.
Por volta de 1974, as multinacionais perderam o interesse pelo forró, e estes artistas mudaram-se para pequenas gravadoras, como a Canta Galo.
Muitos passaram a lançar discos esporadicamente ou simplesmente abandonaram os estúdios. É o caso de Jacinto Silva.
Hoje com 65 anos, e uma bagagem de mais de duzentas composições, 20 LPs, dois CDs (um lançado apenas na França), ele teve que bancar seu último disco.
Agora, finalmente, graças à intermediação do produtor Zé da Flauta, o intérprete de Chora Bananeira foi contratado pela Paradoxx, e o primeiro CD, de um contrato de três, deve chegar às lojas até o final do ano. Só Não Dança Quem Não Quer, o título.
Ele também está numa das faixas de Fome Dá Dor De Cabeça, disco de estreia da Cascabulho. Depois de muito tempo garantindo o sustento na indústria de roupas de sulanca, em Santa Cruz do Capibaribe, Jacinto Silva não apenas está sendo reabilitado pelos estúdios, como pela imprensa (mea culpa). Confira nesta entrevista concedida ao crítico e música José Teles.

Jornal do Commercio - Jacinto, você tem quantos anos de carreira?
Jacinto Silva - Comecei a gravar em 1959, na gravadora Mocambo. Gravei Justiça Divina (sempre que fala de uma música cantarola quase todas as estrofes). No outro ano vim com Chora Bananeira, Aquela Rosa. Meus primeiros sucessos eu fiz aqui no Recife, na gravadora Mocambo.

JC - Depois você passou para a CBS, participou da série Pau-de-Sebo, o que era um privilégio, que reunia a nata da música nordestina.
Jacinto - É, gravavam na CBS, Coronel Ludugero, Ótropi, Abdias, Marinez e sua Gente, Trio Nordestino, Osvaldo Oliveira, João do Pife. Quando morreu o saudoso Coronel Ludugero, surgiu um imitador o Coroné Ludru, e aí se juntaram à caravana da CBS, Jackson do Pandeiro e Elino Julião. Depois saiu o Jackson do Pandeiro, o Coroné Ludru saiu, eu sai, Abdias então criou, em outra gravadora, outro tipo de série, a Quebra Pote.

JC - Faça aí um resumo de tua carreira?
Jacinto - Sou alagoano da cidade mais bonita do Estado, Palmeira dos Índios. Comecei a cantar ao seis ou sete anos. Lembro que cantava tanto que aquilo incomodava a audição da minha mãe, ela pedia pra eu calar. Este tipo de música que canto, eu me espelhei no saudoso Jackson do Pandeiro, porque na época eu cantava músicas de Bob Nelson e Luiz Gonzaga, Ary Lobo. Foi quando Jackson apareceu cantando Forró em Limoeiro, Sebastiana. Aí sai de Alagoas, para ir para o Recife, depois pra Caruaru, Gravei uns quatro 78rpm na Mocambo, e em seguida fui pra CBS. Parti para outras firmas que não me deram a divulgação que eu precisava. Banquei um disco, parei. Ainda fui representar Caruaru, em Nancy, na França. Agora assinei um contrato de três com a gravadora Paradoxx. Acredito que daqui para o fim do ano o disco sai.

JC - Jacinto, relembra alguns dos teus sucessos.
Jacinto - Gravei (cantarola) "Chora bananeira/ bananeira chora/ chora bananeira que o seu amor foi embora" (parceria com Onildo Almeida). Depois: "Aquela rosa, foi uma jura que eu fiz/ aquela rosa." Depois, Rosa Branca, depois Quero ver Rodar, roda roda minha gente. Depois Ó Zezé. Foi uma infinidade de sucessos.

JC - Mas o forró, que tocava muito, acabou indo para os horários da madrugada pelas rádios, como aconteceu isto?
Jacinto - O forró sempre foi discriminado, especialmente o forró chulé, o pé-de-serra. Gravei na CBS de 63 a 1973, conheci todo mundo, Renato e seus Blue Caps, Lafayette, conheci Roberto Carlos. O produtor de Roberto Carlos na época era Evandro Ribeiro, depois Othon Russo, superintendente da gravadora. Repara a diferença, o meu produtor era Abdias, um tocador de oito-baixos, o de Roberto o superintendente da empresa. Tem uma diferença grande, não tem. Mas existe também uma jogada, não posso dizer quem fazia nem quem não. Existem pessoas que chegam pra determinados apresentadores de programa e dizem assim: "Isto aqui é um cigarro pra você e tal. Toque esta música que no fim do mês eu estou aqui de volta e deixo um negocinho com você".
Muitas vezes, o apresentador pega aquela música, uma música que não foi feita com inspiração, foi fabricada. Como ele tá levando qualquer coisa, um pedacinho de jabá, então ele força aquela música, chama-se um sucesso forçado. Então ele não vai deixar de tocar aquela música, pela qual tá recebendo um pedaço de jabá, pra tocar, por exemplo, Jacinto Silva, de quem não está recebendo nem uma peneirinha de farinha.

JC - E como é esta coisa de Caruaru ser a Capital do Forró e no São João fica cheia de grupos baianos, cearenses?
Jacinto - Gostei da pergunta, porque se a gente for analisar direitinho, depois que botaram em Caruaru o apelido de a Capital do Forró, no São João, é até uma vergonha para Caruaru apresentar as atrações que apresentou este ano para os turistas de todo o Brasil. Lá tem forró só que não existem pessoas que cuidem deste lado do forró-raiz, do forró autêntico. O que acontece em Caruaru é isto.

JC- Eles te convidam para cantar no São João?
Jacinto - Me convidam, eu canto, mas se não convidassem eu teria o Brasil inteiro pra cantar. Graças a Deus, apesar de a prata da casa ser devagar, eu consigo agradar a uma certa parte do povo de Caruaru.

JC - O que você acha do forró-cearense?
Jacinto - O forró cearense veio trazer para o Brasil, especialmente para o Nordeste, muita alegria, porque ele reativou o nome forró.

JC - Mas você acha que aquilo é forró?
Jacinto - Não. É o forró que eles cantam, que dizem que é forró. Agora não é o forró que cantava Luiz Gonzaga, que cantava Jackson, que canto eu, que canta Silvério, ou Genival Lacerda. Só sei que eles estão se dando bem financeiramente.

JC - E o que você acha desta moda de forró que acontece agora em Rio e São Paulo agora?
Jacinto - Quando estive em São Paulo no ano passado era uma peste mesmo, daquelas bandas se apresentando em todas as casas de diversões. Mas já soube que o pessoal de São Paulo tá dando preferência ao forró-de-raiz, o forró autêntico, de sanfona, zabumba e triângulo.

JC - Voltando a sua carreira, você gravou muitos compositores, gravou também João do Vale?
Jacinto - Olha nunca gravei. Conhecia João pessoalmente, gostava até daquela voz rouca dele. Fazendo, ele era muito bom, mas cantando eu dizia: "Tu canta ruim demais". Ele ria muito quando eu dizia isto.

JC - Quais os grandes compositores de forró que você gravou?
Jacinto - Gravei bons compositores, como Rosil Cavalcanti, Antonio Barros, Onildo Almeida, Juarez Santiago, quero até pedir desculpas a alguns que não me recordo agora.

JC - E neste disco novo, está gravando músicas inéditas?
Jacinto - Neste Só Não Dança Quem Não Quer, o repertório tá bom, porque muitos amigos e fãs pediam pra eu regravar Chora Bananeira, e eu regravei também, Na Minha Volta Só Escapa Quem Avoa, da minha autoria. Convidei Silvério pra cantar comigo um quadrão. Quadrão mesmo, chama-se Teste Pra Cantador (canta a música, que exige firulas e malabarismo vocais).

JC - Você é um dos últimos cantores da linha de Jackson, daqueles cantam todas as variedades de ritmos que há no forró. Quase ninguém mais sabe o que é um rojão, por exemplo. Você admite que sofreu muita influência de Jackson, o que mais você admirava nele?
Jacinto - Jackson do Pandeiro era um senhor cantor. Nunca mais vi o que vi Jackson fazendo. Por exemplo, você pedia pra ele cantar uma música. Se pedisse pra ele repetir a música ele repetia, agora com a divisão diferente. Eu canto a mesma música com duas divisões, mas Jackson conseguia cantar com três divisões. Era difícil se aprender uma música com Jackson cantando. A maneira de dividir dentro do ritmo, era um negócio.

JC - Voltando ao assunto, muitos dos ritmos do forró perigam acabar porque este pessoal que tá começando, acha que forró é uma coisa só, fica então aquele negócio repetitivo.
Jacinto - É você agora tocou numa tecla importante. (Jacinto mostra, tamborilando com os dedos na mesa, as nuanças do ritmo e dos compassos do xaxado, o rojão, baião, marcha-de-roda, a polkinha). O coco-de-roda por exemplo é diferente de outro coco, porque nele é preciso que a rapaziada responda o coro, para que o cantor diga os versos (Cantarola Ó Amaro, Ó Amaro).

JC - Além de você quantos cantores hoje ainda cultivam estas variedades do forró?
Jacinto - Poucos. Azulão, Messias Holanda, Genival Lacerda, Silverio, Biliu de Campina, olha se reunir no Brasil inteiro dá uns dez. Agora cantoras, tem Marinêz, a irmã da Marinêz, Marinalva, Cremilda, Anastácia, deve ter algumas outras boas que a gente não conhece.

JC - Quando você estava gravando mais, ainda havia aquela coisa de se comprar música?
Jacinto - Existia, esta sempre existiu. Quando cheguei no Rio existia muito. Eu vendi a Genival Lacerda umas quatro músicas - eu quero que ele diga que é mentira minha.

JC - Você poderia citar algumas?
Jacinto - Tapioca, vendi a Genival esta, e vendi: Cadê meu bem. Também: "Vou dançar ciranda, no clarão da lua/ lá na beira do mar"". Vendi também a Genival: "Oh, Helena, venha cá meu bem".

JC- Você dava a parceria?
Jacinto - Não, eu vendia mesmo. estava lá no Rio de Janeiro, precisando. Vendi a Genival Lacerda, fiz uma música; Moça de Hoje, vendi a parceria a Ary Lobo, que gravou.

DA SÉRIE: PERSONALIDADES DE PALMEIRA

Na festa do 2º Prêmio Promoção Rio, Péricles (ao centro) recebeu o diploma de Profissional do Ano

PÉRICLES BRANDÃO DE BARROS

Nascido em Palmeira dos Índios, aos 19 anos veio para o Rio de Janeiro, depois de cursar um seminário em São João Del Rey, em Minas Gerais, onde desejava ser padre.
No Rio, se formou em direito e depois começou a trabalhar na recém criada área de promoções da Globo. Começou a trabalhar no grupo em 1955 e se aposentou em 1979 como gerente de promoções do jornal o Globo.
Durante 32 anos foi responsável pela direção geral do Projeto Aquarius, uma iniciativa da Globo. O Projeto Aquarius, foi criado em 1972, idealizado por Roberto Marinho e Isaac Karabtchevsky, juntamente com o pianista Jaques Klein e com Péricles de Barros, que na época atuava como gerente de promoções do Globo. Responsável pela realização de mais de 300 apresentações ao ar livre, reunindo cerca de 8 milhões de pessoas, o projeto já proporcionou apresentações do grupo Gênesis (composta por Phil Collins), do Ballet Bolshoi, da Orquestra Sinfônica de Moscou, do grupo Olodum e de bandas como Blitz e Barão Vermelho.
A escolha de cenários naturais também é característica do Aquarius que realizou espetáculos na Quinta da Boa Vista, no Aterro do Flamengo e na Enseada de Botafogo. Foi o O pioneiro do marketing promocional no Brasil e formador de toda uma geração de profissionais do setor no Rio de Janeiro,
Tanto carinho pela cidade rendeu a Péricles, o título de Cidadão carioca, concedido em 2004 pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.
Recebeu duas vezes o premio Colunistas.
A música: “A benção João de Deus” foi escrita por Péricles e virou hino oficial de sua primeira visita ao Brasil em 1980.
Em 1997, quando o Papa esteve no Brasil pela segunda vez, coube a Péricles dirigir a missa campal e a festa do Testemunho, fazendo uma multidão cantar “Cidade maravilhosa” ao término da celebração ao ar livre.
Abaixo o Projeto de Lei do vereador Márcio Pacheco do Rio de Janeiro, que demonstra a importância deste palmeirense vencedor lá na cidade maravilhosa.
PROJETO DE LEI N.º 41/2005
DÁ O NOME DE PÉRICLES BRANDÃO DE BARROS A UMA UNIDADE DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO PÚBLICO
AUTOR: Vereador MÁRCIO PACHECO
A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
DECRETA:
Art. 1º O Poder Executivo dará o nome de Péricles Brandão de Barros (Criador de
grandes eventos/1934-2005) a uma unidade da rede municipal de ensino público.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Plenário Teotônio Villela, 15 de fevereiro de 2005.
MÁRCIO PACHECO
Vereador
CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
J U S T I F I C A T I V A
Alagoano de Palmeira dos Índios, onde nasceu em 12 de outubro de 1934, Péricles
Brandão de Barros encontrava-se radicado na Cidade do Rio de Janeiro desde 1946.
Formado em Direito e em Marketing, trabalhou nas Organizações Globo (Jornal O
Globo e Rádio Globo) de 1955 até 1997, quando se aposentou como Gerente de
Promoções. Durante esses anos notabilizou-se como criador de grandes eventos, dos quais especialmente destacamos: a chegada de Papai Noel no Maracanã, durante 20 anos, e o Projeto Aquarius, cuja direção geral exerceu por 32 anos.
Quando de seu falecimento, quarta-feira, 19, na Clínica São Vicente vítima de complicações decorrentes de um acidente vascular-cerebral sofrido na última sexta em janeiro deste ano, o obituário do Jornal O Globo
(20/01/2005, pág. 19) — “Péricles de Barros, criador de grandes eventos” — permitiu vislumbrar o muito que ele representou para nossa Cidade, como a seguir reproduzimos uma pequena, mas significativa, parte:
“Por trás dos grandes no Rio, havia quase sempre um mesmo homem nos últimos 45 anos:
Péricles de Barros, que começou a trabalhar no GLOBO em 1955 e se aposentou em 1997 como gerente de promoções do jornal. Ele organizou uma série de espetáculos que marcaram a cidade e conseguiu que seu trabalho ficasse até mesmo na lembrança do Papa João Paulo II. O cardeal emérito do Rio, dom Eugenio Sales, conta que o Papa, quando ouve brasileiros, na Cidade do Vaticano, cantando ‘A bênção, João de Deus’, cuja letra foi escrita por Péricles e virou hino oficial de sua primeira visita ao Brasil, em 1980, se emociona. E começa a cantar juntamente com os fiéis, em bom português...”.
Péricles de Barros

Em 2004, Péricles de Barros obteve o reconhecimento oficial da Cidade que tanto amava: por iniciativa do então Vereador José de Moraes Correia Neto foi-lhe concedido o título de Cidadão Honorário do Município do Rio de Janeiro.
Agora, após seu falecimento, gostaríamos de ampliar as homenagens à sua
memória, dando seu nome a uma escola pública municipal. Quanto à constitucionalidade da iniciativa, louvamo-nos na sanção sem vetos, por
parte do Senhor Prefeito César Maia, à Lei N.º 3511, de 16 de janeiro de 2003, de autoria da Vereadora Eliana Ribeiro, que “dá o nome de Paulo Franchinni a um posto de saúde na região de Bangu e adjacências”, cuja matéria é similar à do presente Projeto de Lei. “
Péricles tinha 70 anos, sofreu um acidente vascular cerebral e ficou internado na Clínica São Vicente, onde morreu, sendo sepultado no cemitério do Caju, no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

DA SÉRIE:PERSONALIDADES DE PALMEIRA

INOCÊNCIA COLATINO LIRA ( MULHER MAIS GORDA DO MUNDO)

fonte: http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/17101964/171064_2.htm

Reportagem de Florisbelo Vila-Nova - Fotos de José Severino Filho


Nascida no Sítio Borges, distrito de Rainha Izabel, município de Bom Conselho, em Pernambuco, veio morar em Palmeira dos Índios, aos 25 anos de idade.
Em 1948, Dona Inocência era uma pessoa saudável, educada e muito simpática com peso abaixo do normal. Media 1,63 cm de altura e pesava apenas 53 quilos.
Num dia foi acometida de um súbito mal, começando a sentir dormência nas mãos e suas pernas começaram a tremer. Foi ficando roxa, até perder os sentidos.
Ao acordar, horas mais tarde, começou a ter um apetite voraz que se tornou incontrolável e que nunca mais abandonou.
Em 1964, ela, com 44 anos, bateu o recorde mundial com 243 quilos.
Tinha a profissão de costureira.
Seu corpo e seu peso impressionavam. Possuía 1,62 m altura, cintura 1,70 m, busto, 1,70m, e 0,62 cm de circunferência do braço.
Para se sentar ocupava duas cadeiras. Um vestido simples era preciso seis metros de fazenda de duas larguras e usava sapatos 37.

Dona Inocência sendo tratada pelo médico Remi Maia

Com a evolução da doença passou a comer de hora em hora e sua primeira refeição era feita de madrugada e se constituía de um quilo de carne verde, um litro de leite, um prato de arroz ou feijão e farinha. Daí a cada meia hora um litro de leite. Chegou a comer até 130 quilos de carne por mês. Se passasse a hora de se alimentar, chorava como criança.

Sua família foi empobrecendo, ao gastar os poucos recursos.Seu marido Joaquim Leôncio Ferreira era criador de bodes, carneiros, porcos e bezerros vendeu tudo e consumiu tudo em sua alimentação.


Dona Inocência de perfil

Semanalmente, a Sociedade São Vicente de Paula enviava 15 quilos de fubá de milho e 15 de arroz, manteiga e vários pacotes de bolacha. A Prefeitura contribuía com 20 quilos semanais de carne verde.
Inocência dormia muito mal e era acometida de pesadelos. Passava o dia praticamente sentado, pois não suportava em pé o próprio corpo por mais de 15 minutos.
Passou mais de 16 anos sofrendo da mesma fome e engordando sem parar.
Em 1972, faleceu.

DA SÉRIE: PERSONALIDADES DE PALMEIRA

Iniciamos esta série, sempre trazendo inúmeras curiosidades sobre personagens que marcaram a história em Palmeira dos Índios e até mesmo no cenário mundial.
Começamos falando do maior e do menor homem do mundo...
Bem, pelo menos do Brasil eles foram por algum tempo...
Mas, o certo mesmo é que em Palmeira os dois reinam absolutos: O maior e o menor. Confiram!
JOSÉ CRISTOVÃO DA SILVA - O MAIOR HOMEM DO BRASIL (?)

Cristovão entre os maiores. Fonte da Globo.

fonte: G1 - Globo - 10/08/2007 - 09h14 - Atualizado em 10/08/2007 - 16h45

Glauco Araújo Do G1, em São Paulo

O estudante José Cristóvão da Silva, que tem 22 anos e 2,23 metros de altura, inicou nesta semana um tratamento para parar de crescer.

Na quarta-feira (11), ele recebeu a primeira dose do medicamento Sandostatin Lar (acetato de octreotida), que inibe a produção do hormônio do crescimento. Cada dose custa R$ 3.800, segundo a Secretaria de Saúde de Alagoas."Estou muito contente em poder começar o tratamento e parar de crescer. Os médicos disseram que devo ficar com essa altura que tenho hoje", disse Silva, que vive na cidade de Palmeira dos Índios, no interior de Maceió, em Alagoas.

Silva foi acompanhado pelo médico neurologista Ricardo Camelo, que diagnosticou acromegalia (doença causada pelo excesso de produção do hormônio de crescimento). Na segunda-feira (16), o rapaz deve viajar para Maceió, onde vai passar por uma consulta com uma endocrinologista do Hospital Universitário."Não sei quantas vezes vou ter de tomar esse medicamento. Só depois de passar por essa médica em Maceió que irei saber", disse Silva.

Cristovão, em São Paulo

A viagem de Palmeira dos Índios até Maceió costuma demorar quase duas horas de carro, mas a prefeitura não dispõe de um veículo adaptado ou um modelo que Silva caiba confortavelmente. "Não me importo em viajar em carro pequeno porque estou muito contente em poder fazer esse tratamento. Tá certo que fico com dor nas costas, mas não tem problema", disse Silva.

DIAGNÓSTICO

Silva sofre de acromegalia, doença causada pelo excesso de hormônio de crescimento, produzido pela hipófise. Esse aumento é provocado por um tumor na hipófise e pode acometer as pessoas de duas formas diferentes, segundo a médica Nina Musolino, do departamento de Neuroendocrinologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. "Na infância ou na puberdade, antes do fechamento das cartilagens de crescimento, a manifestação é de gigantismo, uma vez que a ação do hormônio nessa faixa etária provoca um crescimento acima do normal", disse a médica.

Quando surge na idade adulta (época em que as cartilagens estão calcificadas), a doença provoca o "crescimento das extremidades do corpo. É o alargamento das cartilagens da face, das mãos e dos pés", explicou Nina.Segundo a médica, a doença pode ocorrer em qualquer idade. "A acromegalia também provoca distúrbios como diabetes, hipertensão, aumento de órgãos como o coração, além de problemas na tireóide."

Cristovão e a namorada Luana, estudam juntos em Palmeira

TRATAMENTO

Apesar de ser benigno, o tumor pode destruir a estrutura ao redor da hipófise. "Mesmo com a cirurgia para a retirada do tumor, a doença pode não ser curada. Uma saída é o medicamento que ele está tomando (Sandostatin Lar, cuja composição principal é o acetato de octreotida)", disse Nina.

Segundo ela, "o medicamento tem efeito semelhante ao do hormônio somatostatina, que é fabricado pelo hipotálamo e inibe o crescimento.

O acetato de octreotida é um hormônio sintético, mais potente e mais prolongado do que a somatostatina."

MANOEL ANTÔNIO DA SILVA ( MENOR HOMEM DO MUNDO)

Manezinho e sua irmã... Manezinho dentro de um pote

Nascido no Povoado de Gavião, hoje Povoado Santo Antônio, em 1943, Manoel Antônio da Silva, era filho de João Antônio da Silva e Mercedes Maria da conceição.
Foi criado com José Ferreira Mendes (Preto), famoso barbeiro do município e batizado no dia 23 de outubro de 1943.
Na realidade Manezinho não era um anão, era um homem em miniatura. Seus membros eram proporcionais, nada atrofiado ou desconforme.

Manezinho levantado pela mão e numa panela

Quando o chamavam de Manezinho ficava irritado.Chamá-lo pelo nome diminutivo, para muitos seria motivo de afeição, mas para ele era motivo de zombaria.
A sua irmã, também “pequena” acabou falecendo logo.
Em 1964 ao completar 18 anos foi se apresentar em Maceió para servir as Forças Armadas. Foi dispensado por não atingir os quesitos básicos do soldado brasileiro. Media 94 centímetros e possuía a pele parda. Seus cabelos e olhos eram castanhos. Tinha o nariz reto, rosto ovalado, boca regular.

A cama de Manezinho, com alguns de seus pertences, no Museu Xucurus.

No museu xucurus em Palmeira dos Índios, tem alguns pertences pessoais do Manezinho, inclusive a cama pequena em que dormia.
Faleceu em 1967, quando tinha 24 anos de idade.