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sexta-feira, 11 de abril de 2008

DA SÉRIE: PALMEIRA DOS ÍNDIOS

A Praça do açude à noite, no lugar onde fica situada a índia.

Visto do açude do Goití, vendo-se mais ao fundo a serra que fica situado o Cristo do Goití.


Outra foto mais recente da Catedral diocesana. A rua que sobe à esquerda, vai para o bairro do Alto do Cruzeiro; Vemos do lado direito, o palácio episcopal, onde mora o Bispo Dom Dulcênio. Entre a igreja e o palácio, temos o memorial dos bispos, com o retrato de todos os bispos que passaram pela diocese de Palmeira dos Índios. As duas palmeiras na frente da Igreja simbolzam a lenda dos indíos Tilixí e Txiliá.

Foto em um ângulo mais aberto, da cidade de Palmeira dos Índios, onde vemos destacando-se ao açude do Goití e sua pequena ilha.

Foto da Praça do açude no período da noite. As luzes dos postes fazem um reflexo muito bonito nas águas do açude. Todo este ambiente em volta do açude poderia ser mais bem conservado e explorado turisticamente pelos governantes.


Lenda da fundação de Palmeira dos Índios
Autor: Luis B. Torres

Localizada no sertão alagoano, Palmeira dos Índios e também conhecida como “Princesa do Sertão”.
Outros preferem chamá-la de “Cidade do Amor”, em função da lenda que lhe deu origem.
No maciço da serra da Boa Vista, haviam muitas palmeiras sendo que uma delas se destacava das demais. A região era habitada por índios, daí lhe veio o nome.
O cacique Etafé havia pedido em casamento a bela índia Txilia.Mas, esta amava o seu primo Tilixi.
Durante uma festa na aldeia, quando segurava um caneco contendo alua (bebida fermentada), pretendendo oferece-la a Tilixi, foi por este beijada. O que para toda a tribo, constituiu uma profanação, pois a índia virgem era a eleita do Cacique.
Tilixi foi então condenado à morte por inanição. Durante três dias padeceu horrivelmente. Após pronunciar inúmeras vezes o nome de sua amada, o guerreiro sentiu a jovem se aproximar, após burlar a guarda da tribo. Txilia plantou uma pequenina cruz ao lado do índio quase moribundo, rogando que dela brotasse uma palmeira frondosa, a sombra da qual Tilixi pudesse amenizar seu sofrimento. Antes que concluísse sua prece, Txilia foi atingida mortalmente por uma flecha contra ela, disparada pelo cacique Etafé que os espreitava por trás de uma folhagem. Mortalmente ferida, a índia tombou sobre o corpo de Tilixi e, os dois apaixonados exalaram, unidos, o ultimo suspiro.
Dias depois, no local onde morreram, nasceu uma palmeira, simbolizando a união dos índios através de um intenso amor.
Palmeira dos Índios – A cidade do Amor.
HINO DE PALMEIRA DOS INDIOS
Letra: Luis B. Torres e José Rebelo Torres
Música: Luis B. Torres e Maestro José Gonçalves

TEU PASSADO GLORIOSO
TEM ORIGEM SECULAR
NOS HERÓICOS XUCURUS
DE BRAVURA E FÉ SEM PAR
CUJOS FEITOS NÓS SEGUIMOS
COMO LUZ A NOS GUIAR

TUAS TERRAS VERDEJANTES
E O TEU POVO VARONIL
SE IRMANARAM NO TRABALHO
PARA A GLÓRIA DO BRASIL
SOB O MANTO PROTETOR
DO TEU CÉU DE PURO ANIL

SEJAS SEMPRE IDOLATRADA,
DENTRO EM NOSSO CORAÇÃO
TU PALMEIRA ABENÇOADA
A PRINCESA DO SERTÃO

OH! PALMEIRA NÓS QUEREMOS
EXALTAR O TEU PERFIL
DECANTAR A TUA BELEZA
QUE POSSUI ENCANTOS MIL,
DE CIDADE DA ESPERANÇA
INCRUSTADA NO BRASIL

SE NASCESTE DE UMA CRUZ
TU SÓ TENS AMOR A DAR
ASSIM SENDO ESTE TEU SOLO
SEMPRE VIVE A SE OFERTAR
PARA QUANTOS QUE O DESEJEM
TRANSFORMÁ-LA NO SEU LAR

SEJAS SEMPRE IDOLATRADA,
DENTRO EM NOSSO CORAÇÃO
TU PALMEIRA ABENÇOADA
A PRINCESA DO SERTÃO

MESMO AUSENTE DO TEU SEIO
NINGUEM PODE TE OLVIDAR
PERMANECE NA LEMBRANCA
COMO UM BEM A MALTRATAR
INUNDANDO DE SAUDADE
E O DESEJO DE VOLTAR

IMIGRANTES E TEUS FILHOS
NESTE CANTO EM TEU LOUVOR
NOS UNIMOS NUM SÓ CORPO
E NA VOZ O MESMO ARDOR,
PARA DAR-TE SEM RESERVAS,
NOSSA VIDA E NOSSO AMOR

SEJAS SEMPRE IDOLATRADA,
DENTRO EM NOSSO CORAÇÃO
TU PALMEIRA ABENÇOADA
A PRINCESA DO SERTÃO

BANDEIRA DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS


Bandeira de Palmeira dos Índios
Autores: Luis B. Torres e Jose Delfin da Mota Branco
Ano:1966 (aprovada pela Lei 691 – Administração - Jota Duarte)

A BANDEIRA
È composta de três faixas verticais, de igual tamanho e largura, nas cores amarela, branca e verde. As cores mencionadas simbolizam sua completa submissão a Pátria. Na faixa do centro, de cor branca, vem o Escudo, bem no meio da bandeira.

ESCUDO
Escudo antigo repartido
1º- de azul anil com uma cruz latina de prata
2º - de ouro com palmeira ao natural
3º - na cor vermelha com um cacto verde encimado por uma coroa de princesa, de ouro.
O escudo é encimado por uma coroa de prata e ladeado por um índio e uma índia, em cor, alem de dois ramos cruzados de algodão (à dextra) e milho ( à sinextra), nas suas cores, arrematadas por um dístico duplo com os dizeres = Palmeira dos Índios – Alagoas.

INTERPRETAÇÃO:
A cruz latina
De prata, simboliza a tradição e vocação democrática cristã do povo palmeirense.O campo azul anil diz da sua qualidade ordeira e pacífica.
A Palmeira
Ao natural, em campo de cor ouro, representa a árvore que lhe deu o nome, debaixo da qual imigrantes e seus filhos puderam desfrutar das riquezas (campo ouro) de seu solo.
Coroa
Fala de seu título de Princesa do Sertão. A coroa é o símbolo de sua nobreza.
Cacto
Representa o sertão. O título Princesa do sertão é resultante de esforço e trabalho, (campo vermelho) de seus filhos e de quantos aqui se radicaram. Não é um título grandioso, mas uma conquista.
Casal Índio
O macho de nome Tilixi e a fêmea de nome Txiliá representam o casal de índios, vitimas do amor, de cujo heroísmo Frei Domingos extraiu a disposição de fundar a cidade.
Coroa mural
Sobrepuja o escudo, de prata, é o símbolo da cidade.
Ramos
Que enlaçam o escudo, algodão e milho, significam suas culturas agrícolas mais produtivas.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

DA SÉRIE: PALMEIRA DOS ÍNDIOS

PALMEIRA DOS ÍNDIOS - À NOITE

Foto tirada do alto da Serra do Goití. Esta parte verde, na parte inferior da foto, como muitos podem pensar, não é o Açude no centro da cidade. Se trata de parte da estrada que dá acesso ao Cristo do Goiti, iluminada. Muito bonita a foto.

PRAÇA DO AÇUDE

Foto da praça do Açude, vendo lá no alto da serra o Cristo do Goití.

PALMEIRA DOS ÍNDIOS - PANORÂMICA

Vemos no centro a Praça do Açude. O outro açude da foto pertence a família Sampaio, fica na sua fazenda no centro da cidade.O muro branco embaixo à esquerda, é o parque São Jose, antigo parque de vaquejadas; Vemos do lado esquerdo, os fundos do Hotel São Bernardo.A etsrada que corta a cidade ao meio, é a Avenida Governador Muniz Falcão, que dá saida para Maceió. Vale frisar que a foto não pegou toda a cidade. Não vemos: A Catedral, o estádio Juca Sampaio, que estão no centro, o bairro da Vila Nova, Tenório Cavalcate, Ribeira, Palmeira de Fora, Vila Maria, Cerâmica, Jardim Brasil. ou seja: Palmeira é bem maior do que o demonstrado na foto.

CRISTO DO GOITÍ

O meu amigo Cosme Rogério, diz que a estátua do Cristo parece com a de Frei Damião, e que é a estátua de Cristo mais desproprocional do mundo. Não sei porque algo nela me lembra o saudoso político Miguel Arraes, de Pernambuco.

CRISTO DO GOITÍ

ÍNDIA DA PRAÇA DO AÇUDE

Antes, esta parte toda não existia. Depois fizeram toda esta parte verde que ficava cheio de água. Depois resolveram fazer uma jardim e apenas o local da estátua da índia ficar cercada de água. Ás vezes fica tudo cheio, muito bonito despejando água, mas na maioria das vezes fica sem funcionar. Como quase tudo em Palmeira.

IGREJA DO ROSÁRIO (museu Xucurus)

O Museu Xucurus, fundado em 1971, está localizado numa igreja de 1802. Conta a tradição que o templo, edificado em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, é fruto do trabalho dos pretos escravos. Defronte a igreja , na bonita praça, encontra-se a primeira locomotiva da Usina Capricho. O Museu está dividido nas seguintes secções: Arte Sacra, armas,louças, montaria, índigena e história. Há imagens belíssimas, algumas do século XVIII e XIX. Possui as vestes litúrgicas do 1º Bispo palmeirense e as jóias que caracterizam sua hierarquia episcopal.Autênticas igaçabas, com mais de 200 anos, contam das cerimônias fúnebres dos índios xucurús-kariri ao sepultarem seus mortos. Há machados de pedras, arcos e flechas, esculturas e vários objetos que falam das tribos cujos remanescentes ainda existem na Fazenda Canto, a poucos minutos da cidade.Uma valiosa coleção de armas atrai a curiosidade do visitante. Há bacamarte da Guerra do Paraguai, espingarda de pederneiras, punhais de três quinas e muitos outros armamentos usados no século passado. Uma metralhadora feita com um revólver de doze tiros. Balas de canhão do tempo do Brasil colônia. Espada e revólver ainda do tempo em que se usava pólvora, bucha e chumbo.A Bíblia encontrada no alforge de Lampião e um bilhete escrito pelo próprio punho do temível bandoleiro que amedrontou o Nordeste por muitos anos. Cama e outros objetos que pertenceram ao menor homem do mundo: 94 cm de altura, morreu aos 24 anos e foi motivo de reportagens nas mais afamadas revistas do país. Marco de pedras que demarcaram as terras reservadas para os índios, em dezembro de 1822. Candeeiros, máquinas de costura; material antigo para fiação e tecelagem, porcelanas antiquíssimas, jóias, tronco de escravos e muitas outras peças que interessarão a todos. Faça do Museu Xucurús uma visita obrigatória quando estiver em Palmeira dos Índios, a Princesa do Sertão.Fonte: Tribuna do Sertão de 20 a 26 de agosto de 2001.

terça-feira, 25 de março de 2008

DA SÉRIE: PALMEIRA DOS ÍNDIOS

O Alto do Cruzeiro, com sua grande ladeira. Ainda dá para perceber na parte de baixo a placa do CESMAC, e parte da quadra, onde funciona o Sagrada Família. A foto foi batida do alto da Catedral. A entrada do antigo Pio XII, com a entrada da diretoria da Escola. Hoje pertence a Diocese e é um Centro de Treinamento.
E Este nome de Palmeira na entrada da cidade, se lembram? Foi feito na época do prefeito Helenildo e derrubado por outros políticos, após o seu mandato.

E a índia nua na Praça do Açúde? Tá muito bonito a foto toda, mas quem fez, e quem mandou não percebeu ou não sabia que fez uma india americanizada, pois quem usava o cocar assim eram os indígenas americanos. Os cocares dos índios brasileiros possuem mais penas, são mais cheinhos.


E Esta visão da linha de trem, na época do inverno? Parece até um local diferente de onde é realmente. Pena que não fique sempre assim. E só fica assim pela própria natureza. No resto do ano, é maltratada, com sujeira, trabalhos de macumba, etc...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

CRISTO DO GOITÍ ATUALMENTE


Embora alguém afirme que a Estátua se pareça mais com Frei Damião do que com O Cristo Redentor, a estrutura está bem melhor que a antiga. De lá do alto da Serra do Goití temos uma visão magnífica da cidade de Palmeira. Lá na semana santa também é realizada a encenação teatral da paixão de Cristo, com muita gente prestigiando.

OLHA O CRISTO DO GOITI COMO ERA


Na foto, como estava sendo construído o Cristo do Goití, totalmente disforme; A cabeça pequena, mãos grandes,braços sem manto ou manto colado ao braço. O corpo parecia uma caixa de cimento, enfim, um Cristo totalmente desfigurado.

CATEDRAL NOS DIAS DE HOJE


Percebemos a Catedral Diocesana atualmente. Em 1951, nem Diocese era ainda. Hoje, além das duas palmeiras defronte a mesma, temos uma grade de proteção na entrada.

IGREJA EM 1951


Nesta foto, percebe-se a rua de barro, sem calçamento. Umas árvores na lateral que não existem mais. O muro com os degraus vem até mais embaixo.Ainda não existiam as duas palmeiras que atualmente estão defronte a Igreja.

CASA MUSEU GRACILIANO RAMOS


Este é o museu Graciliano Ramos. Nesta casa morou o autor de: Vidas Secas, Memórias do Cárcere, São Bernardo, entre outras obras.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

BIBLIOTECA MUNICIPAL


Aqui a Biblioteca Municipal que funciona na antiga sede da Estação Ferroviária. Na parede externa estão desenhados imagens de personagens históricos da cidade de Palmeira dos Índios.Temos na frente do prédio o orelhão em formato da pinha, fruta tradicional da cidade.

AUDITÓRIO CASA MUSEU


Foto interna do auditório da Casa Museu Graciliano Ramos. O auditório fica localizado nos fundos da casa em que o escritor morou aqui em Palmeira dos Índios.

FOTO DE PALMEIRA EM 1975


Na foto em que está o nº 1, é o local em que hoje é o bairro Juca Sampaio;
Aonde está o nº 1.1, fica os transmissores da Rádio Sampaio.
O nº 2, é no local onde fica o Supletivo Remi Maia.
No nº 3, fica localizado o bairro São Francisco.
No nº 4,fica hoje localizado o bairro São Luiz.

sábado, 8 de setembro de 2007

OUTRA FOTO DA PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA


Vemos a parte superior da praça da Independência.

PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA


Foto mais atualizada da Praça da Independência. Não sei precisar o ano em que foi tirada. Mas certamente já aconteceram algumas modificações até mesmo com as lojas ao redor da Praça.

PRAÇA COM OBELISCO E CORETO


Vemos a foto da Praça da Independência com o obelisco e o coreto. Do lado direito vemos a Prefeitura Municipal,ao lado da Casa São Paulo (hoje não existe mais). A Casa São Paulo antes era a loja "Sincera" em que o dono era o escritor Graciliano Ramos.

PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA


Além dos detalhes já descritos na própria foto, vemos ainda o obelisco, construído quando do centenário da independência do Brasil. Nesta parte brincava-se o carnaval de rua da cidade.

EH! PALMEIRA ANTIGA



Esta foto é raríssima: Não sei precisar qual a data, porém na parte de baixo da foto, na última rua, percebemos que se trata da Antônio Matias, e que lá nem existiam ainda as lojas do lado esquerdo de quem desce para o posto Padre Cícero.
A Praça do açude ainda tinha coreto.O bar “gota d´água” nem existia.O local onde fica hoje o Unicompras, então só tinha árvores.
A praça da Independência ainda tinha o coreto. O São Bernardo Hotel não havia sido construído.
A praça Monsenhor Macedo diante da catedral parece não ter sido feita ainda, pois nota-se muito mato na frente da igreja.
Vemos no alto, indo para a direita, os pés das cassuarinas, pois até então a praça tinha o seu formato original.
O alto do cruzeiro, por trás da Catedral ainda não tinha se formado. Eram poucas casas por lá.

DESFILE DE 7 DE SETEMBRO - ANTIGAMENTE


Não sei precisar o ano, o período porém deve ser entre 1960 e 1970. É a realização de um desfile cívico de 07 de setembro realizado na Praça da Independência.
Percebe-se que os estudantes estão perfilados defronte ao palanque em que estão as autoridades. O palanque está instalado ao lado do obelisco que existia na Praça.
Na parte de baixo vemos estudantes no meio da rua. Era ali que ficavam os taxistas de Palmeira, entre a divisão da Praça.
Na praça não havia calçamento,com exceção das próprias calçadas.
Nota-se o cine moderno com pessoas assistindo o desfile da cobertura. Cheguei a assistir alguns filmes no apertado cine moderno, que perdia em charme e em estrutura para o cine palácio, que fazia jus ao nome.Ao lado do cine moderno, com algumas pessoas na lage (o local onde funcionou a Universal Móveis) ainda estava sendo construído. A casa Central, na esquina acima à direita, nem existia, havendo uma casa normal.
Percebe-se uma faixa com uma promoção de loja chamada Bezerra Gomes.